CIN alcança 55,8 milhões de emissões
Carteira de Identidade Nacional fortalece a transformação digital e reduz riscos de fraudes documentais
(Redação Serra Verde / Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República)
Mais de 55,8 milhões de brasileiros já emitiram a Carteira de Identidade Nacional (CIN), segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) consolidados até 12 de junho. Segundo o MJSP, são emitidas, em média, 39,6 mil carteiras por dia e 1,13 milhão por mês. Nos primeiros dias de junho de 2026 já foram emitidas 782,6 mil novas identidades. O feito foi celebrado durante o Fórum de Certificação e Identificação Digital, que se iniciou no último dia 9 de junho, em Brasília. O evento contou com a presença da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck e do Secretário de Governo Digital, Rogério Mascarenhas.
Criada para substituir gradualmente o antigo RG, a CIN utiliza o CPF como número único de identificação do cidadão e garante camadas adicionais de segurança que certificam a autenticidade do documento. Para a especialista em proteção de dados e direito digital, Patrícia Peck, a CIN representa uma evolução na defesa das pessoas. “Bem, primeiro eu acho que nós estamos num processo evolutivo de amadurecer modelos de identidade forte”, disse. “E isso em ambiente digital é essencial. Eu consegui garantir confiabilidade de que a pessoa do outro lado de uma tela digital é ela, quem ela diz ser”, afirmou.
Em sua fala, a ministra Esther Dweck deu ainda mais ênfase à segurança e à comodidade que a CIN proporciona para a sociedade. “E para a população, o que é muito importante, significa menos burocracia, mais praticidade, maior segurança também, evita fraude para a população”, reforçou. “Muita gente me pergunta qual é a motivação para que as pessoas vão tirar a CIN. Muita gente já tem sua identificação, porque elas têm que ter essa motivação para que não seja sempre apenas uma obrigação. E a gente tem falado muito isso, de quanto a CIN é um documento dez vezes mais seguro do que o antigo RG, que evita que a sua identificação seja fraudada, seja roubada. Então, é muito importante para a população que as pessoas se sintam motivadas a tirar a carteira de identidade”, destacou a ministra.
Obrigatoriedade na Emissão
A nova identidade pode ser emitida em formato físico e digital, com integração com o aplicativo GOV.BR. Além disso, conta com QR Code para verificação de autenticidade. A primeira via da Carteira de Identidade Nacional é gratuita. Bárbara Aguilar, chefe da divisão de identificação biométrica da polícia civil do Distrito Federal, detalha o procedimento. “Nós só precisamos hoje, o único documento obrigatório é a certidão. Que certidão é essa? Se você nunca se casou no cartório, é a sua certidão de nascimento. Se você já se casou no cartório alguma vez e separou, divorciou, é a certidão de casamento com a averbação da separação, do divórcio ou da viúves. O único documento obrigatório é esse”.
Padrão Internacional
A emissão da CIN já está disponível, inclusive, fora do Brasil. Desde abril deste ano cidadãos brasileiros que residem em Portugal já podem solicitar o documento. Os interessados devem fazer o agendamento por meio do sistema E-Consular e apresentar a documentação necessária, após a análise da documentação é feita a coleta de biometria, de forma online por meio de um totem que integra o Consulado ao Instituto de Identificação da Polícia Civil do Distrito Federal. Ao fim do processo a CIN será entregue via malote diplomático.
É importante reforçar que a Carteira de Identificação Nacional também segue padrões internacionais de identificação e inclui uma zona de leitura mecânica (MRZ), semelhante à utilizada em passaportes. Isso permite sua utilização em viagens para países que mantêm acordos com o Brasil, como os integrantes do Mercosul. A CIN, no entanto, não substitui o passaporte para viagens a outros destinos internacionais.
Acesso a conta Gov.br
Além de funcionar como documento de identificação em todo o território nacional, a CIN também amplia o acesso aos serviços digitais do Governo do Brasil. Integrada à plataforma Gov.br, a nova identidade permite a obtenção da conta nível Ouro, o mais alto grau de segurança disponível, e pode ser utilizada para recuperar o acesso à conta em casos de perda ou troca de celular.
Recuperação da conta Gov.br
Para utilizar essa funcionalidade, o cidadão deve manter o aplicativo Gov.br atualizado e estar com a versão física da CIN em mãos. O processo inclui a realização do reconhecimento facial e a leitura do QR Code presente no documento. Após a validação da identidade, um código de confirmação é enviado por e-mail ou SMS, permitindo a recuperação da conta de forma ágil e segura.
Versão Digital
Além de simplificar o acesso das pessoas aos serviços públicos e benefícios sociais, uma das vantagens da nova carteira é a sua versão digital disponível no aplicativo Gov.br. A partir do recebimento do documento impresso, as pessoas já podem acessar o aplicativo para baixar a CIN em formato digital. Isso pode simplificar o uso em viagens ou em outras ocasiões em que for necessário se identificar.
Inclusão de Documentos
A versão digital permite ainda a inclusão de outros documentos e registros do cidadão, como Título de Eleitor, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), identidade funcional, certificado militar, PIS/PASEP, NIS e NIT. Para isso, os documentos devem ser apresentados no momento da solicitação da carteira.
Benefícios Sociais
Instrumento de cidadania e base da Infraestrutura Pública Digital de Identificação Civil, a CIN contribuirá para aprimorar os cadastros dos programas sociais e ampliar a qualidade das bases de dados da administração pública. Em abril deste ano, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) definiu um novo cronograma para a adoção da CIN na concessão e renovação de benefícios sociais. Pessoas sem cadastro biométrico deverão emitir a CIN a partir de janeiro de 2027. Já para quem possui biometria cadastrada - seja na Justiça Eleitoral, na CNH ou no passaporte - a obrigatoriedade do documento passa a valer a partir de janeiro de 2028.
Para mais informações sobre a Carteira de Identidade Nacional e como fazer a sua, acesse: gov.br/identidade.








